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“A MALAPOSTA”

Escrito por em Janeiro 24, 2021

MARIA MÁXIMA VAZ

Todo o complexo onde funcionam os serviços da Malaposta, pertenceu a um edifício anterior, construído com outros fins.

Aceitando como fidedigna a informação sobre a Malaposta, contida na revista número três do Centro Dramático Intermunicipal Almeida Garrett, editada no ano de 1989, procurei, no Arquivo Municipal de Loures, no Museu das Comunicações e no Arquivo do Ministério das Obras Públicas, documentos que sustentassem as afirmações que nela se fazem.

Na página 2 dessa revista, pode ler-se, a propósito do projecto da Malaposta:

“ Não era um projecto de raiz, mas a recuperação de um vetusto edifício, com uma longa e quase desconhecida história entranhada nas suas pedras, que nasceu para ser estação da malaposta e acabou como matadouro municipal (…) depois foi tratar de saber que edifício era este, que todos chamavam “matadouro”, mas que se descobriu ter sido, originalmente, a malaposta de Loures, e sobre o qual pouco ou nada se descobriu. (…)

No decorrer de 1855/1856, foi construída a posta de Casal dos Carreiros (…)

O nosso edifício, em dada altura, foi transformado em matadouro municipal…. presumivelmente, alterando a sua imagem arquitectónica original, da qual ainda se pode reconhecer a traça”.

O autor deste texto não nos diz  em que fontes se baseia para proferir estas afirmações e eu não as encontrei.

Posteriormente, tive conhecimento que o mesmo insucesso tiveram outros pesquisadores. Disso nos dá conta Alfredo Ramos Anciães, num estudo realizado no âmbito de uma Pós-Graduação em Museologia Social, na disciplina de Museologia e História Local, do Instituto Superior de Matemáticas e Gestão, estudo coordenado pelo Professor Doutor Alfredo Tinoco. No final do seu trabalho, a jeito de conclusão, afirma: “Quanto à expressão Malaposta de Loures, pensamos haver uma interpretação menos correcta. (…) Nós não encontrámos ainda, nem no Património documental da C. M. de Loures, nem no da Fundação das Comunicações/Museu, qualquer documento coevo em que possamos basear a referida expressão”.

Quanto às imagens apresentadas na página 3 da mesma revista, que em legenda informam serem do edifício da estação da mala-posta do Casal dos Carreiros, devo esclarecer, porque o texto não o faz, que fica no concelho de Pombal, e não no concelho de Loures. É que, embora não o diga expressamente, pela forma como o texto está estruturado, somos levados a pensar que é o edifício da hipotética “mala-posta de Loures”. Essa tem sido a conclusão de quem o lê e nunca ouviu falar em Casal dos Carreiros.

Sem documentos, nada posso afirmar quanto ao suposto edifício da Malaposta, documentos que procurei paciente e persistentemente, durante meses. Não tenho, não encontrei. Ninguém, até hoje, encontrou.

“MEMÓRIAS PRESENTEANDO A REALIDADE”

A MALAPOSTA” (1ª Parte)

(continua)


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