AGENDA PARA 22 MARÇO 2018: BOB DYLAN VAI ATUAR EM LISBOA NA ALTICE ARENA.
Escrito por Jorge Gaspar em Novembro 29, 2017
Será a sétima vez (estreou-se em palcos nacionais nos idos de 1993) que Bob Dylan atua em Portugal. A primeira desde que, em outubro do ano passado, recebeu o Nobel da Literatura — por “ter criado novas expressões poéticas no âmbito da música norte-americana”.

São precisamente essas “expressões poéticas” (o mesmo é dizer: canções como “The Times They Are a-Changin’”, “Like a Rolling Stone” ou “Just Like a Woman” que Dylan apresentará na Altice Arena, em Lisboa, a 22 de março do próximo ano.
Bob Dylan apresentou-se pela primeira vez ao público português em julho de 1993, primeiro no Coliseu do Porto e, depois, em Cascais, no pavilhão do Dramático. As primeira parte dos concertos ficou a cargo, respetivamente, no Porto e em Lisboa, de Sérgio Godinho e de Laurie Anderson.
Dylan regressaria três anos depois, em abril, para dois concertos no então Pavilhão Atlântico. Em seguida atuaria no Coliseu do Porto. Os concertos em Portugal foram a abertura da então digressão europeia do músico.
Anos mais tarde, em 2004, Bob Dylan esteve em Vilar de Mouros e, quatro anos volvidos, no festival Nos Alive, em Algés.
É certo que a primeira vez que atuou em Portugal foi há vinte e três anos. Mas antes, em 1965, após a relação com Joan Baez ter acabado, Bob Dylan visitou Portugal (não se sabendo ao certo que cidades visitou ou durante o quanto tempo) acompanhado por Sara Lownds — com quem casaria poucos meses depois.
“O seu portfólio é hoje de valor incalculável com temas como ‘Stuck Inside of Mobile With the Memphis Blues Again’, ‘Just Like a Woman’, ‘Blowin’ in the Wind’, ‘The Times They are A-Changin’, ‘A Hard Rain’s A-Gonna Fall’, ‘All Along the Watchtower’, ‘Mr Tambourine Man’ ou ‘Like a Rolling Stone'”, lembrou a promotora em comunicado. Em março deste ano, Dylan lançou “Triplicate”, um álbum triplo, o primeiro da sua carreira, com 30 versões de clássicos da música norte-americana. Dois meses depois, a cidade de Lisboa recebeu a conferência “I’m Not There”, que reuniu na Universidade Nova músicos e investigadores para debater e discutir a obra do músico.