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“AS CORES DOS AUTORES” 24 FEV – 14.30/16.30H – A ARTE COM PODER E PRAZER. NA VOZ DE JOAQUIM PINTO.

Escrito por em Fevereiro 22, 2018

AS CORES DOS AUTORES.
Na tela da Rádio, Histórias, Conversas, Percursos, Ideias, Confidencias, Sensibilidades. Esculpindo Memórias. Em Estampa, sonora.
Produz e Realiza JORGE GASPAR.
Emissão 11. – 24 Fevereiro – 14.30/16.30h.
Uma emissão onde se instala o poder da Arte e o seu prazer na voz de  Joaquim Pinto – O Barbeiro do Poder.  Pela mão do seu biógrafo Paulo Monteiro.

«Ó moço, tu aí, ainda um dia vais ser barbeiro!»

Foi em São Martinho de Mouros, pequena e acidentada freguesia do concelho de Resende (abundam os penhascos e multiplicam-se os cabeços), localizada «na encosta do rio Bestança, a caminho do Douro» e que, em tempos outros e alargados (entre o primeiro quartel do século XII e meados do século XIX), foi sede de concelho, que, no dia 26 de Janeiro de 1942, nasceu Joaquim Pinto. Era o terceiro de sete filhos (quatro raparigas e três rapazes) de Manuel Pinto, pequeno agricultor local, e de Maria da Conceição, doméstica, a quem, à partida, parecia destinado o amanho das terras e o apascento do gado.
Só que, contrariando todas as expectativas e o que parecia realmente «pré-estabelecido», não foi, de facto, o que veio a acontecer…
Hoje, atingido um patamar de excelência na profissão de barbeiro e cabeleireiro, Joaquim Pinto assume-se como um homem realizado. Di-lo (mostra-o), com a cordial discrição que regularmente o acompanha e na serenidade que costuma transmitir a quem com ele se cruza.
Com orgulho nas suas origens e, a exemplo do rio que atravessa a terra natal, também ele soube, rasgar os caminhos difíceis da vida, com a determinação que o projetou para um lugar cimeiro entre os cabeleireiros de referência no país. A ponto de, desde há muito tempo (e já lá vão cinquenta anos), a sua cadeira profissional se ter transformado num «ponto de encontro» de uma importante fatia da elite portuguesa, política, económica, cultural e social. Além de que – questão importante – é reconhecido, por muitos dos seus pares, como um dos lideres do desenvolvimento e da evolução da profissão.
Distantes, distantes mesmo, vão os tempos de uma meninice, em que, em São Martinho de Mouros, à semelhança aliás do que acontecia em muitas outras terras do país, a arte de barbear era uma atividade exercida por barbeiros que iam, de porta em porta, ao encontro dos clientes, aceitando, inclusive, que o pagamento fosse feito através de avenças anuais que podiam ser de alqueires de milho ou de litros de azeite.
Criança ainda, finda a escola e o apascento do rebanho nas encostas da Serra das Meadas, quando a noite era chegada e o caldo havia sido comido à luz da candeia, Joaquim ainda conseguia encontrar tempo (e disposição) para sonhar com a magia das tesouras que, lá na terra, um barbeiro experiente, sabia bem dominar. E que ele tanto gostava de ver trabalhar.
«Ó moço, tu aí, ainda um dia vais ser barbeiro!» – gritava-lhe o dono da barbearia da terra quando ele, «especado» diante da porta, tentava ver o que se passava lá dentro…

 

Olá amigos,

Joaquim Pinto, natural de S. Martinho de Mouros, Resende, cabeleireiro de profissão e fascinado pela arte e coleccionismo. Entendi e com plena certeza, que não pode haver nenhum profissional completo, se não conhecer as suas origens profissionais a todos níveis de profissão.

Depois de cerca de vinte anos de pesquisa de várias peças de barbeiro e cabeleireiro, cheguei à conclusão que seria muito útil fazer através da Net um museu digital, um museu o mais completo possível que pudesse mostrar a evolução desta profissão. É muito gratificante manter viva a memória dos nossos antepassados, mostrando de uma forma simpática anossa arte e homenageando aqueles que usaram estes utensílios. Entendo ser cívico e cultural não esquecer o passado. Espero que seja do vosso gosto e peço que façam comentários através do email. Os vossos comentários serão bem aceites.

Uma profissão que teve em tempos regimento próprio, as peças ajudam a compreender a história da profissão. Os avanços tecnológicos e científicos sucedem-se actualmente a uma velocidade tão grande que se verificam constantes substituições e alterações no próprio material que é quotidianamente utilizado. Aquele que ontem era considerado “ultimo grito” está hoje decadente, e o que era visto como um grande progresso será amanhã pouco menos do que obsoleto. Uma forma de não perder a memória de tudo o que fica ultrapassado, é a de organizar um museu. Já os há de várias artes, em breve a nossa há-de chegar e dar evidencia ao meu empenho.

Esta montra de Antiguidades já esteve exposta nos seguintes lugares: Caixa Geral de Depósitos em 23 cidades do País, em Paris, na Expohair, Grupo M.C. Paz, Palácio Foz, Salão de Congressos do Estoril, convidada a estar exposta no museu da Misericórdia da Ericeira, várias reportagens em rádios, jornais, revistas e nos três canais de televisão.

Joaquim Pinto envia um forte abraço para todos os colegas da profissão. Obrigado.

 


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