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“AS CORES DOS AUTORES” 24 MARÇO – 14.30/16.30H – JOSÉ LUÍS PEIXOTO – DA ESCRITA À FLOR DA PELE À PROEZA LITERÁRIA.

Escrito por em Março 24, 2018

AS CORES DOS AUTORES.
Na tela da Rádio, Histórias, Conversas, Percursos, Ideias, Confidencias, Sensibilidades. Esculpindo Memórias. Em Estampa, sonora.
Produz e Realiza JORGE GASPAR.
Emissão 14 – 24 Março – 14.30/16.30h.
Na Emissão de hoje, à conversa com um dos mais destacados escritores portugueses contemporâneos. JOSÉ LUÍS PEIXOTO.
A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias traduzidas num vasto número de idiomas e estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras.
É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova Lisboa.  Antes de se dedicar profissionalmente à escrita, trabalhou como professor em Praia, Cabo Verde e em várias cidades de Portugal.
Os seus livros têm tido referências críticas em publicações internacionais de referência como: The Independent, The Guardian, Esquire, Monocle, Metro, Time Out New York, San Francisco Chronicle, El País, El Mundo, ABC, Le Figaro, Le Monde, La Reppublica, Corriere de la Sera, L’Unità, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, etc.

Tem publicado poesia e prosa. Recebeu o Prémio Jovens Criadores (área de literatura) nos anos 97, 98 e 2000. Recebeu também em 2008 o Prémio Poesia Daniel Faria, instituído pela Câmara Municipal de Penafiel.
Em 2001, o seu romance «Nenhum Olhar» recebeu o Prémio Literário José Saramago. Está representado em diversas antologias de prosa e de poesia nacionais e estrangeiras.
Em 2001, publica «A Criança em Ruínas», o seu primeiro livro de poesia. Com edições sucessivas, depressa atinge os 15 mil exemplares vendidos – número muito invulgar para um primeiro livro de poesia.
É colaborador de diversas publicações nacionais e estrangeiras (Time Out, Jornal de Letras, Visão).
Em 2005, escreveu as peças de teatro «Anathema» (estreada no Theatre de la Bastille, Paris) e «À Manhã» (estreado no Teatro São Luiz, Lisboa).
Em 2006, publicou o romance «Cemitério de Pianos». Em 2007, em Zaragoza, este romance recebeu o Prémio Cálamo – Otra Mirada, atribuído ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha nesse ano.
Em 2007 estreou a peça “Quando o Inverno Chegar”, no Teatro São Luiz, em Lisboa.
«Nenhum Olhar» (públicado no Reino Unido sob o título «Blank Gaze») fez parte da lista do Financial Times dos melhores livros publicados em Inglaterra em 2007.
Os seus romances estão publicados em França, Itália, Bulgária, Turquia, Finlândia, Holanda, Espanha, República Checa, Roménia, Croácia, Bielorússia, Polónia, Brasil, Grécia, Reino Unido, Estados Unidos, Hungria, Israel, etc. Estando traduzidos num total de 18 idiomas e sendo distribuidos em mais de 40 países. Os seus romances são publicados em algumas das editoras mais prestigiadas do mundo, como é o caso da Bloomsbury (Reino Unido), Doubleday/Random House (Estados Unidos), Grasset e Folio/Gallimard (França), Einaudi (Itália), Record (Brasil), entre outras.
Em 2008, após a edição de «Nenhum Olhar» nos Estados Unidos (sob o título «The Implacable Order of Things», este romance foi integrado na seleccção semestral “Discover Great New Writers” das livrarias Barnes & Noble, sendo o único romance em língua estrangeira a fazer parte dessa lista, o que lhe facultou uma exposição excepcional na maior cadeia de livrarias dos Estados Unidos e do mundo.
A crítica francesarefere em relação ao romance Cemitério de pianos: ‘O romance de José Luís Peixoto é uma proeza literária servida de uma escrita com nervos à flor da pele, de lágrimas e de sensibilidade.’ Folio/Gallimard editora
“Cemitério de Pianos” foi um dos 10 romances finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura (2009).
O Município de Ponte de Sor criou um prémio literário com o nome de José Luís Peixoto para jovens autores.
Em 2009, Os livros «Morreste-me» e «Gaveta de Papéis» são publicados em braile.
Os seus livros estão traduzidos e publicados em 26 idiomas. O romance Galveias foi o primeiro livro de língua portuguesa a ser traduzido diretamente para o idioma georgiano, tendo acontecido o mesmo ao livro A Mãe que Chovia, que foi o primeiro a ser traduzido diretamente do português para o mongol.
Morreste-me foi escolhido como um dos 10 livros da primeira década do século XXI pela revista Visão. Nas mesmas condições, Nenhum Olhar foi escolhido como um dos livros da década pelo jornal Expresso.
O romance Uma Casa na Escuridão foi incluído na edição europeia de “1001 Livros para Ler Antes de Morrer – Um guia cronológico dos mais importantes romances de todos os tempos”.
Nenhum Olhar foi incluído na lista do Financial Times dos melhores romances publicados em Inglaterra em 2007, tendo também sido incluído no programa Discover Great New Writers das livrarias americanas Barnes & Noble.

Tem de se Ser Verdadeiro na Escrita

Tem de se ser verdadeiro na escrita, porque os leitores sentem. A mentira é impossível na boa literatura. E o que procuro, mais do que a beleza ou qualquer outra coisa, é a verdade, livro após livro, tentando desvendar um pouco mais de mim e esperando que essa possa ser uma forma de desvendar alguma coisa dos outros e que eles também se vejam reflectidos nessa procura que faço.
(José Luís Peixoto)

A Vida de um Livro

Acredito que a vida de um livro enquanto está nas mãos do autor não é mais importante do que quando está nas mãos do leitor. O leitor é quase sempre um autor ele próprio. É ele que dá significado às palavras e por isso até acho muito interessante quando as pessoas me vêm apontar coisas que não eram minha intenção, mas que de fato estão lá. E há muitas outras coisas que foram minhas intenções e que nunca ninguém me referiu, e no entanto também estão lá. Se calhar alguém reparou nelas ou ainda vai reparar. Tudo o que um leitor leia num livro é legítimo porque nessa fase o leitor é tudo, é ele que faz o livro.

(José Luis Peixoto)

A Leitura Depara-se com uma Série de Obstáculos

A leitura depara-se com uma série de obstáculos, é muito mais fácil sentarmo-nos no sofá a ver televisão do que a ler um jornal até. E a questão parece ser esta sociedade de facilistismo em que deixou de se perceber que as coisas que dão algum trabalho também são as que dão mais prazer, porque são conquistadas. A leitura dá algum trabalho e temos de conquistar um espaço para ela na nossa vida, temos de nos empenhar para absorvê-la completamente, para que faça sentido. Isso é que se perdeu um pouco de vista, mas penso que quem procura acabará por encontrar e tenho esperança de que as pessoas não deixem de procurar, não desistam, porque baixar os braços é ficar sempre no mesmo sítio.
(José Luís Peixoto)

 


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