Faixa Atual

Título

Artista

Atual

NTR BY MORNING

08:00 10:59

Atual

NTR by Morning

08:00 10:59

Atual

NTR BY MORNING

08:00 10:59

Atual

NTR by Morning

08:00 10:59

Background

CARLOS DO CARMO EDITA NOVO ÁLBUM "E AINDA…" A 27 DE NOVEMBRO

Escrito por em Outubro 28, 2020

Vasco Graça Moura, Herberto Helder, José Saramago, Sophia de Mello Breyner, Hélia Correia, Júlio Pomar e Jorge Palma são alguns dos autores que se cruzam no novo disco.

O álbum nasceu “da intuição e da certeza de que Carlos do Carmo tinha ainda fados por cantar”. “Fados que, nalguns casos, nem suspeitavam que pudessem ser fados”.

O fadista, de 80 anos, já tinha adiantado alguns dos temas do CD no seu espetáculo de despedida dos palcos, a 09 de novembro do ano passado, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, nomeadamente “Mariquinhas.Com”, um poema de Vasco Graça Moura, que glosa um dos fados mais conhecidos do repertório fadista, e “A Casa da Mariquinhas”, de Silva Tavares, uma criação de Alfredo Marceneiro.

Carlos do Carmo edita “E Ainda…”, novo álbum em que canta Sophia, Saramago e Herberto Helder

Na ocasião Carlos do Carmo sublinhou que era um adeus aos palcos, deixando em aberto outras possibilidades artísticas, como novos álbuns, e anunciou a edição, para janeiro passado, deste CD, que vaticinou como “aquele que poderá ser o último disco”.

Neste novo CD, além de Vasco Graça Moura, Carlos do Carmo gravou poemas de Herberto Helder, José Saramago, Sophia de Mello Breyner, Hélia Correia, Júlio Pomar e Jorge Palma.

Sophia e Herberto são dois autores estreantes na voz de Carlos do Carmo, que nunca os tinha cantado anteriormente.

Na composição musical, o CD conta com autorias de Victorino D’Almeida, que já assinou para o fadista o “Fado do Campo Grande”, Mário Pacheco, Paulo de Carvalho, autor da música de “Lisboa Menina e Moça”, e José Manuel Neto, guitarrista que o acompanhou várias vezes, tanto em estúdio como em palco.

“E Ainda…” será editado em dois CD – o álbum de originais e o registo do espetáculo no Coliseu dos Recreios, no ano passado.

Será também disponibilizada uma “versão limitada e especial”, em que, além dos dois CD, haverá um DVD com o concerto de 2019 e um vídeo com uma entrevista ao fadista, feita ao longo da gravação do álbum. Esta versão terá também imagens inéditas de estúdio e de ensaios, segundo a editora.

Carlos do Carmo recebeu este ano o Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural, que o considerou “individualidade exemplar numa área que Vasco Graça Moura muito prezava e para a qual contribuiu com numerosos poemas”, o fado.

O galardão distinguiu igualmente “o papel fundamental de Carlos do Carmo na divulgação dos maiores poetas portugueses”, o que este álbum comprova.

Filho da fadista Lucília do Carmo (1919-1998) e do livreiro Alfredo Almeida, proprietários da casa de fados O Faia, em Lisboa, onde começou a cantar, até iniciar a carreira artística, em 1964, Carlos do Carmo construiu um repertório que inclui, entre outros poetas, Frederico de Brito, Maria do Rosário Pedreira, José Carlos Ary dos Santos e Júlio Pomar, o artista.

A sua discografia inclui temas como “Por Morrer uma Andorinha”, “Bairro Alto”, “Canoas do Tejo”, “Os Putos”, “Lisboa Menina e Moça”, “Estrela da Tarde”, “Pontas soltas”, “O homem das castanhas” e “Um homem na cidade”, entre outras canções.

Com a canção “Flor de Verde Pinho”, sobre o poema homónimo de Manuel Alegre, representou Portugal no XXI Festival Eurovisão da Canção, em 1976.

Embaixador do fado, Carlos do Carmo atuou no Olympia, em Paris, nas Óperas de Frankfurt e de Wiesbaden, na Alemanha, além do Canecão, no Rio de Janeiro, ou do Savoy, em Helsínquia.

Em 2014 recebeu um Grammy Latino pelo conjunto da obra, e o Prémio Personalidade do Ano/Martha de la Cal, da Associação Imprensa Estrangeira em Portugal.

No ano seguinte recebeu a mais elevada distinção da capital francesa, a Grande Médaille de Vermeil, e, no ano seguinte, o Estado português condecorou-o como o grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito.

No concerto no Coliseu dos Recreios recebeu, em palco, a chave da cidade de Lisboa, uma honra dada habitualmente aos chefes de Estado que visitam Portugal.


Continue lendo