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CAVACO, O VELHO

Escrito por em Março 10, 2021

MÁRIO MÁXIMO

Cavaco Silva, sempre que reaparece do seu exilio político já se sabe que vem trazer
coisas a despropósito. Ele foi o político que conseguiu duas maiorias absolutas como
candidato a primeiro-ministro e duas maiorias absolutas como candidato a
presidente da república. Poderia ter aprendido alguma coisa. Mas não aprendeu. E
pior: recusa-se a aprender.

Nunca foi um homem que seduzisse quer no verbo, quer na atitude. E sempre teve
uma queda para ser mesquinho. Eu diria que essa propensão se deve a ser uma
pessoa limitada, sem rasgos de nenhuma espécie e possuidor de uma forte iliteracia
cultural. Não me esqueço de quando um livro de José Saramago foi vetado (melhor
dito, saneado!) pelo governo que Cavaco chefiava, evitando que esse livro e autor
pudesse representar Portugal num certame europeu.

A “culpa” da recente reaparição de Cavaco Silva foi das mulheres do PSD.
Organizaram um encontro de reflexão e resolveram convidá-lo. A coisa não correu
bem. Lendo um discurso chato e previsível veio fazer uma crítica duríssima e direta
ao governo de António Costa e uma crítica duríssima mas indireta ao presidente
Marcelo Rebelo de Sousa. Não foi o ter assumido essas críticas, pois criticar é um
direito inalienável de todos os democratas. Foi o ter entendido que a democracia
portuguesa se encontra amordaçada. Pois, azar! Logo plagiou Mário Soares e o seu
livro “Portugal Amordaçado”, publicado em primeira edição em França porque em
Portugal se vivia uma ditadura fascizante. Antes da revolução dos cravos, é claro.
Nessa altura é que a cidadania esteve amordaçada e não creio que Cavaco tenha
manifestado ao menos o seu incómodo.

Numa entrevista recente e curiosa, Jerónimo Sousa, questionado pelo jornalista
sobre o discurso de Cavaco à reunião de mulheres do PSD, chamou a Cavaco de
“velho”. Achei piada e é bem afirmado. Logo apareceu Santana Lopes indignado com
Jerónimo Sousa por chamar velho a tão jovial personalidade. Até Santana Lopes, em
nítida baixa de forma, comparou essa observação com a afirmação de André Ventura
sobre Jerónimo, quando lhe chamou de “tio velho e bêbedo”. Ó Santana, tens de ir
aos treinos: uma coisa não tem nada a ver com a outra. Uma foi uma observação
justa e pertinente a outra foi um insulto soez.

Enfim, para acabar este tweet e porque já estou cansado de Cavaco e de seu estilo
bafiento, venho sublinhar essa atitude elegantíssima do reaparecido: foi convidado,

naturalmente, para a tomada de posse de Marcelo Rebelo de Sousa e, pé ante pé,
quando os discursos acabaram, pôs-se na alheta o Cavaco, sem sequer cumprimentar
o recém-empossado. Enfim, elegâncias…
Para ser simpático, embora não original, vou apodar Cavaco Silva de “O Velho”. E
desejo que do seu exílio político ele não regresse tão depressa.

 

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By MÁRIO MÁXIMO


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