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NTR BY MORNING

08:00 10:59

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"FESTIVAL JAZZ AO CENTRO" 23 A 31 OUTUBRO 12 CONCERTOS 7 LOCAIS COIMBRA

Escrito por em Outubro 22, 2020

A 18ª edição dos Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra, coorganizado pela Câmara Municipal (CM) de Coimbra e pelo Jazz ao Centro Clube (JACC), decorre de 23 a 31 de outubro. Ao todo são 12 concertos, no Convento São Francisco, no Salão Brazil e noutros espaços culturais da cidade, com o primeiro fim de semana dedicado a um encontro entre músicos portugueses e franceses.

A 23, 24 e 25, esse encontro de 14 músicos portugueses e franceses vai ser promovido em oito concertos em diferentes espaços da cidade, com vários tipos de formações e géneros, sendo a maior um septeto que irá atuar no dia 24, no Salão Brazil.

O primeiro fim de semana do festival vai ser “exclusivamente dedicado ao ‘TriCoimbra: Luso-French Extravaganza’, um encontro que vai proporcionar múltiplos cruzamentos do coletivo francês Tricollectif com músicos portugueses.

No último fim de semana de outubro e do festival, é apresentado, a 30, um concerto do compositor e baterista Mário Costa, no Teatro Académico de Gil Vicente, com “Oxy Patina”, álbum lançado em 2018, sendo que no mesmo dia é apresentado o trio Simorgh, composto por João Lobo, Norberto Lobo e Soet Kempeneer.

O dia de encerramento começa com um concerto do duo Burnt Friedman e João Pais Filipe, na Oficina Municipal do Teatro. O festival termina com o projeto Quang Ny Lis, um trio que poderia ser um de muitos a dedicar-se a um repertório de ‘standards’ do jazz, mas que tem muito mais do que se lhe diga. ‘Standards’, como “I Fall in Love too Easily” ou “I Get Along Without You Very Well”, são revistos à luz da contemporaneidade por Rita Maria, João Mortágua e Mané Fernandes.

CM Coimbra/Lusa

PROGRAMA

Sexta, 23 outubro

18h30

Colégio da Graça (Liga dos Combatentes – Núcleo de Coimbra)

LUÍS LOPES / ALVARO ROSSO / ADRIEN CHENNEBAULT

Luís Lopes (guitarra)

Alvaro Rosso (contrabaixo)

Adrien Chennebault (bateria)

Por esta altura já sabemos que, para o guitarrista Luís Lopes e o contrabaixista Alvaro Rosso, a colaboração com outros improvisadores é um fator vital para a renovação das suas próprias perspetivas. No encontro entre músicos nacionais e músicos franceses proporcionado pelo Jazz ao Centro encontramo-los com o baterista Adrien Chennebault. À partida, nada parece haver em comum entre os três: Lopes deambula entre o jazz elétrico, o rock e o noise, Rosso tem-se notabilizado com uma abordagem camerística da livre-improvisação e Chennebault caracteriza-se pela sua referenciação em diversas tradições populares. Quando se improvisa, no entanto, as diferenças são o segredo das empatias musicais que se conseguem, e é isso, precisamente, o que este trio pretende.

Bilhetes:

Entrada gratuita

Sujeita a reserva através do endereço eletrónico reservas.jazzaocentro@gmail.com

21h30

Antiga Igreja do Convento São Francisco

ROBERTO NEGRO & THÉO CECCALDI “MONTEVAGO”

Roberto Negro (piano)

Théo Ceccaldi (violino)

As duas figuras que imediatamente identificamos com o Tricollectif juntaram-se para um projeto de características muito particulares: tocar música de dança com um dos mais típicos formatos da música de câmara, o duo de piano e violino, e uma abordagem contemporânea do jazz. Gavotas, minuetes, jigas, quadrilhas, mazurcas, tarantelas e habaneras sucedem-se com grande efeito

no álbum de apresentação da dupla, “Dance de Salon”, mas é em concerto que realmente ganham vida. A maneira como Roberto Negro e Théo Ceccaldi o fazem é que dita os resultados, numa permanente exploração dos timbres que passa pelo uso e abuso das mais escondidas propriedades de ambos os instrumentos. Partimos para o baile apenas com uma certeza: nunca

ouvimos nada como “Montevago”.

Bilhetes:

7€ (Geral)

5€ (Estudantes, maiores de 65 anos, grupo a partir de 10 pessoas)

22h45

Salão Brazil

LENT
Gabriel Lemaire (sax alto)

Robin Mercier (diseur)

Valentin Ceccaldi (violoncelo)

Guillaume Aknine (guitarra)

Florien Satche (bateria)

Lent é rock – aquele rock que, desde o chamado “prog” da década de 1970, está tintado de jazz – desacelerado até ao extremo. Tudo se passa em progressão lenta, com as notas ou acordes a fazerem-se ouvir com tempo e parecendo mesmo querer adiar tudo o que vem a seguir. É como se houvesse o propósito de eternizar o momento, com cada decisão estruturante ou performativa e cada gesto criador de som a ganharem o impacto das coisas definitivas. Numa época regulada pela velocidade e pelo imediatismo, era algo assim que faltava: uma música que decompõe a lógica com que os minutos se sucedem para nos transmitir a sensação de que estar aqui e agora é um absoluto.

Bilhetes:

7€ (Geral)

5€ (Estudantes, maiores de 65 anos)

Sábado, 24 outubro

18h30

Museu Nacional Machado de Castro

LUÍS VICENTE apresenta Maré

Luís Vicente (trompete)

Só os grandes improvisadores se atrevem ao formato solo e Luís Vicente deu já bastas provas de que é um deles, dentro e fora de portas. Nesta atuação reproduz o alinhamento do álbum “Marés”, recentemente editado, com as suas explorações trompetísticas a reporem o pensamento de Fernando Pessoa sobre símbolo e analogia. Se o poeta acreditava que «tudo o que vemos é outra coisa», Vicente vem mostrar-nos que também tudo o que ouvimos outra coisa é. No caso, não propriamente um solo, mas um trio entre o improvisador, a matéria da improvisação e o espaço em que a dita improvisação acontece, tendo-nos para mais a nós, ouvintes, como diretos interlocutores.

Bilhetes:

8€ (Geral)

6€ (Estudantes, maiores de 65 anos)

21h30

Antiga Igreja Convento São Francisco

CHAMBER 4

Marcelo dos Reis (guitarra)

Théo Ceccaldi (violino)
Luís Vicente (trompete)

Valentin Ceccaldi (violoncelo)

Regresso ao palco do quarteto luso-francês cujo álbum “City of Light” veio acrescentar algumas novas nuances à corrente da improvisação de câmara. Com uma música detalhística, contemplativa e intimista, o grupo formado por Luís Vicente, Théo Ceccaldi, Marcelo dos Reis e Valentin Ceccaldi (numa rara associação instrumental de trompete, violino, guitarra clássica e violoncelo) destacou-se por incluir nas suas tramas todos os tipos de materiais. Do atonalismo à melodia e de um trabalho textural e abstrato à inclusão de padrões rítmicos, tudo cabe na paleta de recursos deste projeto que chega mesmo a adotar a intensidade e o típico drive do jazz. Já era mais do que tempo de este concerto acontecer.

Bilhetes:

7€ (Geral)

5€ (Estudantes, maiores de 65 anos, grupo a partir de 10 pessoas)

Programa Vamos abraçar a Cultura: oferta de um bilhete por cada compra efetuada

22h45

Salão Brazil

ROBERTO NEGRO / MARIANA DIONÍSIO / GABRIEL LEMAIRE / QUENTIN BIARDEAU / JOÃO CAMÕES / ALVARO ROSSO / ADRIEN CHENNEBAULT

Roberto Negro (piano)

Mariana Dionísio (voz)

Gabriel Lemaire (sax alto)

Quentin Biardeau (sax tenor)

João Camões (viola d’arco)

Alvaro Rosso (contrabaixo)

Adrien Chennebault (bateria)

De todas as formações ad-hoc que este ano resultam da parceria do Jazz ao Centro com o francês Tricollectif, este é o mais numeroso. Um septeto em que João Camões (violetista membro dos projetos Open Field, earnear e Nuova Camerata que ouvimos igualmente ao lado de figuras como Jean-Marc Foussat e Jean-Luc Cappozzo), Mariana Dionísio (voz no Omniae Ensemble e nos in igma de Pedro Melo Alves, bem como nos Montanhas Azuis de Norberto Lobo) e Alvaro Rosso (contrabaixo nos PUI4, trio com Abdul Moimême e Albert Cirera) contracenam com dois membros do quarteto de saxofones Machaut, Gabriel Lemaire e Quentin Biardeau, mais o pianista Roberto Negro e o baterista Adrien Chennebault.

Bilhetes:

7€ (Geral)

5€ (Estudantes, maiores de 65 anos)

Domingo, 25 outubro

16h00

Mosteiro de Santa Clara-a-Nova

CAMÕES / AKNINE / DIONÍSIO

João Camões (viola d’arco)

Guillaume Aknine (guitarra)

Mariana Dionísio (voz)

Guillaume Aknine chamou a atenção do público português quando nos visitou com o Théo Ceccaldi Trio e a convidada Joelle Léandre na edição de 2014 do Jazz ao Centro. Está agora de volta e desta vez com a sua guitarra elétrica. Vamos ouvi-lo com o violetista João Camões e a cantora Mariana Dionísio, num trio em estreia absoluta que poderá ter nesta ocasião a sua única manifestação pública, mas em que decerto ouviremos os motivos que levaram a ter sido ele o guitarrista

escolhido por Ceccaldi para a homenagem a Django Reinhardt prestada no recente álbum “Django”. Na bagagem, Aknine trará também por certo a experiência que vem tendo com os Toons, grupo que toca contos musicais sem palavras inspirados nos irmãos Grimm.

Bilhetes:

Entrada gratuita

Sujeita a reserva através do endereço eletrónico reservas.jazzaocentro@gmail.com

19h00

Salão Brazil

LUÍS LOPES / QUENTIN BIARDEAU / MARCELO DOS REIS / FLORIAN SATCHE

Luís Lopes (guitarra)

Quentin Biardeau (sax tenor)

Marcelo dos Reis (guitarra)

Florian Satche (bateria)

O que esperar quando aos dois enfants terribles portugueses da guitarra, Luís Lopes e Marcelo dos Reis, se juntam um dos saxofonistas da banda de punk-jazz psicadélico Freaks, Quentin Biardeau, e o baterista dos desconcertantes e divertidos Toons, Florian Satche? Algo que, inevitavelmente, terá o rock como combustível, o excesso como condição e o humor como tempero. Com uma diferença substancial relativamente àqueles dois projetos franceses: a música será totalmente improvisada, pelo que os ingredientes em causa serão espontâneos, crus, puros e absolutamente nada apologéticos. Talvez seja melhor levar tampões para os ouvidos…

Bilhetes:

7€ (Geral)

5€ (Estudantes, maiores de 65 anos)

Sexta, 30 outubro

21h30

Teatro Académico de Gil Vicente

MÁRIO COSTA “Oxy Patina”, com Benoit Delbecq e Bruno Chevillon

Benoit Delbecq (piano)

Bruno Chevillon (contrabaixo)

Mário Costa (bateria)

Mário Costa começou por se fazer notado dentro e fora de portas com as suas associações a Hugo Carvalhais e ao saxofonista que este escolheu para o projeto Nebulosa, Émile Parisien. Pouco depois, este convidou o músico português a integrar os seus Sfumato com Michel Portal e Joachim Kuhn (com o convidado Wynton Marsalis numa histórica ocasião) e a Europa rendeu-se às suas capacidades, reconhecendo-o como um dos melhores bateristas da atualidade. O CD “Oxy Patina” confirmou tal estatuto e desde então tem andado na estrada com o pianista Benoit Delbecq e o contrabaixista Bruno Chevillon, a nata da nata da cena gaulesa. Pois ei-los em Coimbra para que todos percebamos porquê…

Bilhetes:

12€ (Geral)

10€ (Descontos TAGV)

22h45

Salão Brazil

SIMORGH
João Lobo (bateria)

Norberto Lobo (guitarra)

Soet Kempeneer (contrabaixo)

Os dois Lobos têm um novo projeto em comum, ainda que desta vez a escrita dos temas seja exclusivamente daquele que vive em Bruxelas, João Lobo: depois das aventuras Oba Loba e Mogul de Jade temos agora Simorgh, um trio completado pelo contrabaixista belga Soet Kempeneer. A música é mais acentuadamente jazzy, no que tal indica em termos de groove e até do mais clássico swing, mas o que nela há de rock, de folk e de pop corresponde aos parâmetros a que já estamos habituados. É proposta nova e diferente – com Norberto Lobo a carregar no pedal de distorção da sua guitarra elétrica –, mas as bases que conquistaram o nosso entusiasmo continuam lá, inteirinhas.

Bilhetes:

7€ (Geral)

5€ (Estudantes, maiores de 65 anos)

Sábado, 31 outubro

21h30

Oficina Municipal do Teatro

FRIEDMAN & PAIS

Burnt Friedman (eletrónica)

João Pais Filipe (bateria)

Concerto de reencontro de João Pais Filipe (Paisiel, HHY & The Macumbas) com Burnt Friedmann, o mesmo que teve um duo semelhante de eletrónica e bateria com o lendário Jaki Liebzeit, fundador dos germânicos Can. Hipnótica, obsessiva e especialmente complexa, a música criada por esta parceria parece jogar com o património rítmico da humanidade, tudo aproveitando de todos os géneros e tendências musicais e tudo refletindo as plurais experiências que os dois músicos tiveram nos seus respetivos percursos: um espectro que vai do jazz e da música livremente improvisada (Pais Filipe integra o coletivo Pedra Contida) ao techno, ao rock ou à canção pop mais sofisticada (Friedmann integrou os Nine Horses de David Sylvian).

Bilhetes:

10€ (Geral)

8€ (Estudantes, maiores de 65 anos)

22h45

Salão Brazil

QUANG NY LIS
Rita Maria (voz)
João Mortágua (sax alto)

Mané Fernandes (guitarra)

À partida, poderia parecer que este trio é mais um de muitos a dedicar-se a um repertório de standards do jazz. Se isso é verdade, tem muito mais que se lhe diga, ou tal vulgaridade não mereceria um nome como Quang Ny Lis. Nem, de resto, seria de esperar quando os músicos em causa são Rita Maria, João Mortágua e Mané Fernandes. Os tais standards, entre os quais podemos encontrar “I Fall in Love too Easily” e “I Get Along Without You Very Well”, são «revistos à luz da contemporaneidade» e isto já por si diz muito. Mas diga-se mais: se habitual é que a guitarra de Fernandes esteja ligada a uma panóplia de efeitos, também os saxofones de Mortágua levam com eletrónica atrás.

Bilhetes:

7€ (Geral)

5€ (Estudantes, maiores de 65 anos)

Contactos:
Jazz ao Centro Clube
239837078 /  913085648

festival.jazzaocentro@gmail.com


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