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FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN

Escrito por em Março 2, 2021

2 MARÇO 19H00

Sinfonia n.º 2 de Beethoven (Transmissão)

Orquestra Gulbenkian / Hannu Lintu

A Orquestra Gulbenkian, dirigida por Hannu Lintu, interpreta a Sinfonia n.º 2 de Beethoven num concerto especial, que é também um tributo ao génio alemão – em 2020 assinalaram-se os 250 anos do seu nascimento. Um concerto inesquecível para ver, ou rever, agora online!


TRANSMISSÃO


PROGRAMA

Orquestra Gulbenkian
Hannu Lintu Maestro

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)
Sinfonia n.º 2, em Ré maior, op. 36

– Adagio molto – Allegro con brio
– Larghetto
– 
Scherzo: Allegro – Trio
– Allegro molto

Composição: 1801-1802
Estreia: Viena, 5 de abril de 1803
Duração: c. 34 min.

A Sinfonia n.º 2, em Ré maior, op. 36, de Ludwig van Beethoven, representa um passo decisivo rumo ao alargamento do ideal sinfónico do compositor, num momento de crise existencial profunda, assinalada pelo agravamento do seu estado de surdez e pelo denominado “testamento de Heiligenstadt”. Apesar de se contar entre as obras mais conservadoras de Beethoven, a Sinfonia n.º 2 desvela já um horizonte promissor em termos de alargamento da forma e do potencial idiomático dos diferentes naipes orquestrais.

Uma introdução lenta e solene precede o Allegro con brio inicial. Um primeiro tema de contornos vivos é exposto sobre um conjunto de células rítmicas repetitivas, nas partes mais graves da textura. Uma breve secção em tonalidade menor precede, por sua vez, o segundo tema, na tonalidade dominante, Lá maior. O seu perfil ascendente parece anunciar os primeiros compassos da Sinfonia n.º 3, Heroica. Depois da secção de desenvolvimento, baseada no primeiro tema da exposição, tem lugar a réplica quase literal da secção inicial do Allegro, no curso da recapitulação. Uma coda final virá a evidenciar todo o fulgor rítmico do tema inicial.

O segundo andamento utiliza, do mesmo modo, dois temas distintos. O primeiro deles, exposto pelas cordas e depois retomado pelos sopros numa atmosfera de acentuada melancolia, foi qualificado por Hector Berlioz como “puro e cândido”. O diálogo entre os instrumentos intensifica-se, alcançando-se gradualmente a tonalidade de Dó maior, na qual surgirá o segundo tema, de cariz dançante.

O tema principal do terceiro andamento, um Scherzo, caracteriza-se pela alternância serrada de dinâmicas forte e piano. O Trio intermédio detém recorte popular, sublinhado pelas intervenções incisivas dos oboés e dos fagotes. O andamento encerra com repetição da capo.

O andamento conclusivo da Sinfonia estrutura-se segundo uma forma livre de rondó, marcada por tema fogoso que é introduzido pelos violinos em notas ponteadas. Este final, julgado “monstruoso” por alguns contemporâneos de Beethoven, é o resultado do desenlace das múltiplas tensões acumuladas ao longo dos três andamentos anteriores, preconizando-se nele um dos traços mais distintivos dos andamentos finais das futuras sinfonias do compositor.

Rui Cabral Lopes


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