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MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL PARA ESCRITORA "MARIA TERESA HORTA"

Escrito por em Novembro 3, 2020

Uma “homenagem justa e necessária” a alguém com “um percurso ímpar na história cultural portuguesa”, diz a ministra da Cultura ao justificar a medalha a atribuir à escritora e jornalista.

A cerimónia chegou a estar programada para meados deste mês, mas a atual situação pandémica obrigou ao seu cancelamento, que terá lugar em “data mais oportuna”, no próximo ano.

Para Graça Fonseca, “Maria Teresa Horta tem um percurso ímpar na história da cultura portuguesa: como artista, foi sempre completa; como romancista, inovadora; como poeta, insubmissa; como cidadã, combateu sempre ao lado da liberdade das mulheres e dos homens”.

“Esta homenagem que lhe prestamos é, por isso, justa e necessária”, acrescentou.

A atribuição da medalha, este ano, verifica-se quando se comemoram os 60 amos de vida literária de Maria Teresa Horta. Em 2021, quando a medalha for entregue, assinalam-se os 50 anos sobre o início de conceção das “Novas Cartas Portuguesas”, que a autora escreveu com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa.

Maria Teresa Horta nasceu em Lisboa, onde frequentou a Faculdade de Letras, tendo-se estreado na poesia em 1960, com “Espelho Inicial”.

A sua obra poética editada em Portugal foi coligida em “Poesia Reunida” (2009), a que se seguiu “Poemas para Leonor” (2012), “A Dama e o Unicórnio” (2013), “Anunciações” (2016) — Prémio Autores SPA / Melhor Livro de Poesia 2017 –, “Poesis” (2017) e “Estranhezas” (2018).

Na ficção, é autora dos romances “Ambas as Mãos sobre o Corpo” (1970), “Ema” (1984) e “A Paixão segundo Constança H.” (1994), e coautora, com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, das “Novas Cartas Portuguesas” (1972).

Em 2011, publicou “As Luzes de Leonor”, romance sobre a Marquesa de Alorna distinguido com o Prémio D. Dinis, da Fundação da Casa de Mateus.

Em 2014, ano em que lhe foi atribuído o Prémio Consagração de Carreira pela Sociedade Portuguesa de Autores, editou o volume de contos “Meninas”.

No ano passado, publicou “Quotidiano Instável”, designação da coluna que assinou no suplemento Literatura & Arte do jornal A Capital, entre 1968 e 1972, reunindo o conjunto de crónicas desse período.

Ao longo dos anos, esta coluna foi assumindo uma caráter cada vez mais ficcional, no percurso da escritora, e surge na sua bibliografia como “quase um romance”, de valor “literário, político e social”, nos derradeiros anos da ditadura.

Com livros editados no Brasil e em França, Maria Teresa Horta foi a primeira mulher a exercer funções dirigentes no cineclubismo em Portugal, e é considerada uma das mais destacadas feministas da lusofonia.

No mês passado, o seu nome foi incluído numa lista de 50 escritores que formam “O Cânone” da literatura portuguesa, numa obra de crítica literária editada pela Tinta-da-China, coordenada pelos professores e investigadores António M. Feijó, João R. Figueiredo e Miguel Tamen.

(via: visao)


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