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ORQUESTRA GULBENKIAN / BIN CHAO

Escrito por em Março 18, 2021

TRANSMISSÃO 19 Março 19:00

Concerto para Violino de Mendelssohn

Assumindo também o papel de maestro, o violinista da Orquestra Gulbenkian Bin Chao interpreta aquele que é um dos mais célebres Concertos para Violino e uma obra maior do repertório orquestral e concertante do período romântico.

PROGRAMA

Orquestra Gulbenkian
Bin Chao Violino / Direção

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809 – 1847)
Concerto para Violino e Orquestra de Cordas, em Ré menor (c. 24 min)
– Allegro
– Andante
– Allegro

Felix Mendelssohn-Bartholdy foi um dos compositores mais bem-sucedidos no Romantismo. Educado numa família cultora das artes, revelou-se um menino-prodígio. O Concerto para Violino e Orquestra de Cordas em Ré menor é um excelente exemplo do estilo de juventude do compositor, sobrepondo os modelos do tardo-Classicismo ao Romantismo emergente. Escrito em 1822, foi dedicado a Eduard Rietz, seu professor de violino. Nessa época, Mendelssohn já tinha escrito várias sinfonias destinadas a orquestra de cordas. Apesar do manuscrito se ter extraviado, a obra foi recuperada na segunda metade do século XX pelo violinista Yehudi Menuhin.

O concerto começa com um andamento em forma sonata que evoca a herança do Sturm und Drang, uma corrente artística do final do século XVIII que valorizava os contrastes, a cinética e a expressividade. Assim, partilha algumas características com o Romantismo. O espírito de Wolfgang Amadeus Mozart, outro menino-prodígio, atravessa o concerto. A tensão, a surpresa e a instabilidade fundem-se com o lirismo melódico de uma forma particular.

O primeiro tema do Allegro é apresentado em uníssono. Afirmativo e tenso, contrasta com o lirismo do segundo tema. Na exposição, o solista elabora figurações virtuosísticas interpoladas pela orquestra. O desenvolvimento é marcado pelo contraponto, pela instabilidade e pela modulação. A reexposição dos temas recupera e resolve a tensão da atmosfera inicial. A regularidade métrica do Andante remete-nos para o universo de corte do Classicismo. Uma textura de dança forma a base do andamento, que alterna movimentos solísticos, incluindo uma cadência, com o tutti da orquestra. O concerto termina com um rondó movimentado, em que a vivacidade do refrão é interpolada por episódios contrastantes que remetem para a vocalidade da ópera. O refrão é recuperado após a cadência do solista, conduzindo à coda. Experimentalismo, virtuosismo e expressividade marcam uma obra de juventude de Mendelssohn.

João Silva


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