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OS MELHORES LIVROS DO ANO 2020

Escrito por em Janeiro 8, 2021

Em 2020, foram editados grandes livros de grandes autores e grandes livros de autores pouco conhecidos dos círculos literários. São as boas surpresas.
Em comum têm o facto de serem histórias que nos prenderam pela narrativa imaginativa, pelo delírio credível e inteligente, pela solidez das personagens, pela empatia, pela dose de informação generosa (um leitor gosta sempre de aprender!) e, acima de tudo, por criarem em nós um desejo tão grande de continuar a ler quanto o de não terminar.

UMA TERRA PROMETIDA, BARACK OBAMA

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Mais do que um relato sobre a ascenção política de Obama ou uma reflexão sobre a presidência, esta é, sobretudo, uma obra extraordinariamente íntima e introspetiva que serve de janela para a mente de um presidente que se bateu e se continua a bater por uma democracia alicerçada na empatia e na compreensão mútua, construída em conjunto dia após dia.

Provavelmente, recebeu este livro no sapatinho e já pôde comprovar o merecido lugar de destaque nesta página. Mas se abriu todos os presentes e este livro não era um deles, não deixe de o comprar.

RAPARIGA MULHER OUTRA, BERNARDINE EVARISTO

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Vencedor do Booker Prize, Rapariga, Mulher, Outra é o oitavo romance de Bernardine Evaristo, escritora anglo-nigeriana multipremiada, e narra a história de um grupo de 12 mulheres negras que se movem pelo mundo em diferentes décadas e que, de uma maneira ou de outra, são o resultado do legado do império colonial britânico.
Um pungente e atualíssimo retrato sociológico, uma leitura a evocar empatia, para um mundo possível e que vale a pena celebrar.

APNEIA, TÂNIA GANHO

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Adriana ganha finalmente coragem para sair de casa com o filho de cinco anos, mas mal pode imaginar que o marido, incapaz de aceitar o divórcio, tudo fará para a destruir – e ao próprio filho. Escrito com uma sobriedade e frieza inquietantes, Tânia Ganho conduz-nos numa viagem ao mundo sórdido da violência conjugal e parental através de uma prosa intensa onde de mergulha de súbito.

APRESENTAÇÃO DO ROSTO, HERBERTO HELDER

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Apresentação do Rosto é um «autoretrato romanceado» de Herberto Helder, publicado em 1968 e de imediato apreendido pela PIDE, a polícia política da ditadura, que considerou haver na obra «uma evidente carga de pornografia, que não podia de forma nenhuma ser tolerada». Chegou às livrarias ao fim de 52 anos.
Com encalços de prosa poética, ensaio e autobiografia, a leitura convida a uma construção de mundos arrebatadora, um horizonte de aventuras em que cada um descobre o seu fogo.

O QUARTO DE GIOVANNI, JAMES BALDWIN

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Obra de culto, plena de imaginação e fulgor.
Um clássico da literatura americana do séc. XX impregnado de paixão, arrependimento e desejo centrado na história de um trágico triângulo amoroso. Em O Quarto de Giovanni, James Baldwin mostra-nos que mesmo num mundo opressivo e pejado de preconceitos, a liberdade, a coragem e a autodeterminação não se circunscrevem a quatro paredes. Imperdível.

O FIM, KARL OVE KNAUSGÅRD

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Mesmo a fechar o ano, eis o aguardado último volume da monumental e polémica saga A Minha Luta. São mais de 1100 páginas onde fica claro o alcance do projeto de auto-ficção do escritor norueguês e a dolorosa falta de pudor com que decidiu contar a sua vida, retratando cada espetro – o amor pela família, a obsessão com a escrita, o prazer da solidão, as paixões e confissões mais íntimas.
O Fim não é apenas um dos maiores feitos literários do ano, mas do nosso tempo.

CONTÁGIO, DAVID QUAMMEN

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Numa narrativa que tem tanto de brilhante como de devastadora, o jornalista David Quammen expõe os efeitos perniciosos da globalização. Juntamente com alguns dos melhores cientistas do mundo, explica-nos como a invasão de ecossistemas milenares em prol de uma expansão económica sem limites nos deixa à mercê de infeções perigosas que nos são transmitidas pelos animais que prosperavam nos habitats que destruímos.
Uma leitura urgente, necessária e compulsiva para percebermos os dias que vivemos e aqueles que vêm por aí.

(via: wook)


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