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PRÉMIO REVELAÇÃO AGEAS TEATRO D. MARIA II

Escrito por em Fevereiro 2, 2021

A actriz Sara Barros Leitão é a vencedora da primeira edição do Prémio Revelação Ageas Teatro Nacional D. Maria II, no montante de 5000 euros.

A actriz, protagonista de Catarina e a Beleza de Matar Fascistas, a última produção de Tiago Rodrigues, director artístico do Teatro D. Maria II, recebeu o prémio na sala Garrett. É “uma actriz e criadora extraordinária” e “muito multifacetada”.

 

 

O galardão é uma parceria do Teatro Nacional D. Maria II e do grupo segurador, tem carácter anual e visa reconhecer e promover talentos emergentes, com idades até 30 anos, nas várias áreas ligadas ao teatro, cujos trabalhos se tenham destacado no ano anterior.

“Obrigada à Ageas, ao Teatro Nacional D. Maria II e, em especial, a todos os artistas e trabalhadores que constituíram o júri deste Prémio e que me escolheram para o receber. 2019 foi um ano que me trouxe desafios, mas também o ano em que senti que mais cresci. Agradeço também por isso a todas as pessoas que foram conversando comigo sobre teatro, vendo espectáculos, exposições e discutindo política e políticas culturais. Acho que sou todas essas conversas”, referiu Sara Barros Leitão. “Este Prémio será totalmente investido num projecto a desenvolver durante o ano de 2021, através da minha estrutura de criação –​ Cassandra –​, chamado Heroides, Clube do Livro Feminista”, acrescentou.

Nascida no Porto, em 1990, Sara Barros Leitão tem um percurso artístico na área do teatro, cinema e televisão. Actriz, encenadora, assistente de encenação contam-se entre as funções que tem desempenhado. Teatro Experimental do Porto, o Teatro Municipal do Porto – Rivoli, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Nacional São João e o Teatro do Vestido são algumas das companhias com quem tem colaborado.

A actriz, que apresentou o seu primeiro trabalho próprio, Teoria das Três Idades, no D. Maria em 2019 (estreara-o em 2018 no Porto), é actualmente dirigente da Plateia – Associação de Profissionais das Artes Cénicas.

A escolha do premiado, que abrange outras áreas ligadas ao teatro, como cenografia ou dramaturgia, é feita por um júri composto por profissionais das artes dramáticas. O júri desta edição contou com 15 elementos e foi presidido pelo encenador Carlos Avilez.

“A grande qualidade artística de Sara Barros Leitão e a coerência em todas as suas atitudes fazem dela a vencedora da 1.ª edição do Prémio Revelação Ageas Teatro Nacional D. Maria II, e são motivo de orgulho para todos nós”, frisou Carlos Avilez, presidente do júri desta edição do prémio, dando os parabéns à actriz.

“Sara Barros Leitão é uma artista que já provou e continuará a provar tudo aquilo que dela se espera”, frisou o actor e encenador que se estreou como actor no D. Maria II, do qual também já foi director artístico. Carlos Avilez dirige actualmente o Teatro Experimental de Cascais (TEC), de que foi um dos fundadores, em 1965.

Albano Jerónimo, Álvaro Correia, Beatriz Batarda, Catarina Barros, Cristina Carvalhal, Inês Barahona, John Romão, José António Tenente, Marta Carreiras, Mónica Garnel, Nuno Cardoso, Rui Horta, Rui Pina Coelho e Tónan Quito completaram o júri que premiou Sara Barros Leitão.

 

 

A presidente do conselho de administração do D. Maria II, Cláudia Belchior, frisou a “importância muito especial” que o galardão assume para a instituição que dirige, uma vez que, “desde o início, tem apostado em aprofundar trabalho com novos profissionais, novos valores, quer junto de universidades quer de todos os profissionais que se dedicam ao teatro”.

Recém-reconduzida no cargo, Cláudia Belchior realçou ainda o facto de o prémio ter um montante pecuniário, o que “permite aos jovens profissionais apresentarem e pensarem os seus trabalhos de uma forma diferente”, já que se encontram sempre “a correr contra o tempo”, dando-lhes uma “visibilidade nacional, e permitindo-lhes apresentar os trabalhos noutros teatros”.

Cláudia Belchior mostrou-se ainda “muito contente, muito feliz”, pela atribuição do prémio a Sara Barros Leitão, considerando-a “uma actriz e criadora extraordinária” e “muito multifacetada”. “É mesmo um dos raros talentos, tem ali um brilho especial”, observou, enfatizando ainda a luta que a actriz tem encetado e as posições públicas que tem assumido pela dignificação do trabalho da mulher e pela melhoria das condições de trabalho dos artistas.

O facto de terem trabalhado de perto com a actriz na peça Catarina e a beleza de matar fascistas, um texto e encenação de Tiago Rodrigues, director artístico do D. Maria II, constitui igualmente “uma felicidade” para Cláudia Belchior.

Sara Barros Leitão recebeu o prémio das mãos do director executivo para a Europa continental do Grupo Ageas, Steven Braekeveldt. A cerimónia antecedeu uma representação exclusiva para convidados da peça Fake, de Inês Barahona e Miguel Fragata, que contou com a presença da ministra da Cultura, Graça Fonseca. Tiago Rodrigues, Cláudia Belchior, representantes do teatro e do grupo Ageas Portugal estiveram também presentes na cerimónia.

Em declarações à Lusa, Teresa Thöbe, responsável de parcerias e marca do grupo Ageas Portugal, sublinhou “toda a importância” de que este prémio se reveste para o grupo, resultante de um desafio que este lançou ao D. Maria II, ligado à forma como “têm apoiado a cultura”, “um dos eixos estratégicos” do grupo. “A importância é muito na lógica de ajudar na construção, na promoção de tudo o que é uma carreira artística” e de “estimular os jovens a perseguirem o seu percurso profissional” na área do teatro, afirmou.

Sobre o facto de se tratar do “primeiro prémio, na área do teatro, criado por uma entidade privada e uma pública”, a responsável referiu resultar do percurso iniciado, em 2017, com a Casa da Música, com quem estabeleceram o Prémio Ageas Novos Talentos, destinado a premiar jovens músicos. A intenção é continuar a acompanhar estes jovens talentos, tanto na área da música, como na do teatro, que “agora, mais do que nunca precisam destes incentivos e deste apoio”, referiu, numa alusão aos efeitos da pandemia de covid-19 na área da cultura.

Questionada sobre se tencionam criar prémios similares para outras áreas culturais, Theresa Thöbe admitiu ser “muito interessante que neste momento viessem também a trabalhar a área do bailado, da dança”. “Neste momento, ainda não está nada em projecto, mas diria que, podendo alargar o ‘scope’ [âmbito], obviamente que era uma coisa que seria muito interessante para não nos fixarmos apenas no teatro ou na música”, admitiu. Neste momento “os dois pilares que estão a explorar” são apenas “o teatro e a música”, ressalvou, indicando ainda as parcerias estabelecidas com o Coliseu do Porto e o Festival de Marvão.


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