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RONDA LEIRIA POETRY FESTIVAL

Escrito por em Março 7, 2021

12 a 21 MARÇO

 

 

Neste tempo de exceção que atravessamos, Leiria ousou lançar um desafio à escala global: organizar um evento centrado na beleza e potência da linguagem poética.
Entre 𝟏𝟐 𝐞 𝟐𝟏 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐫𝐜̧ 𝐨, mais de 𝟐𝟎𝟎 𝐜̧𝐨𝐧𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐨𝐬 oriundos de cerca de 𝟒𝟎 𝐩𝐚𝐢́𝐬𝐞𝐬 vão apresentar-se em entrevistas, conferências, debates, workshops, vídeo-poemas, espetáculos musicais e performances poéticas.

 

O Festival terá este ano a sua primeira edição internacional. Passa de Ronda Poética a RONDA Leiria Poetry Festival e, nestes tempos tão difíceis que vivemos, isto só é possível porque um mundo inteiro se mobilizou. Para afirmarmos o festival nesta dimensão global, convocámos as cidades da Rede das Cidades Criativas UNESCO, nas diversas áreas, e alguns festivais e instituições internacionais. Todos responderam prontamente, montando mesas e entrevistas, convocando os seus poetas e projectos poéticos.
O estado de excepção que o mundo vive, com maior ou menor grau de confinamento, levou-nos a passar o festival exclusivamente para o online, num formato inovador e pioneiro. A decorrer ao longo de dez dias, de 12 a 21 de março de 2021, o Ronda será alojado numa plataforma online a partir de Leiria e de alguns hubs na Europa, Américas e África com oradores e performers a juntarem-se simultaneamente.

Entre as mesas, as entrevistas, os lançamentos de livros e os concertos, ao longo dos 10 dias, teremos poetas de todo o mundo a lerem os seus poemas, video-poemas e pequenas performances poéticas, numa verdadeira babel poética.
Esta dimensão global do Ronda permite-nos ter uma programação que coloca lado a lado poetas, pensadores e artistas conhecidos do público português com outros que são referência no seu país e até internacionalmente mas que não o são em Portugal.

Ao lado de Gilles Lipovetsky (FR) ou de Jack Hirschman (USA) temos Tyehimba Jess – distinguido com o Prémio Pulitzer por explorar na forma poética noções contemporâneas de raça e identidade, sem abrir mão da experiência estética; Dwayne Betts – que descobriu a poesia na prisão de segurança máxima, de onde saiu para ser tornar um poeta premiado, advogado renomado pelos seu trabalho em defensória pública e um palestrante requisitado no mundo todo; ou Bejan Matur – poeta curda que transita entre a tragédia e o místico, um dos nomes mais premiados e ilustres da poesia que emerge do Médio Oriente; e a também premiada Yoko Tawada, japonesa que vive em Berlim e é celebrada pelo domínio e reinvenção da escrita tanto em japonês como em alemão. E o inverso também é verdadeiro: poetas da lusofonia, como João Luís Barreto Guimarães , Marilia Garcia, (BR) Conceição Lima (São Tomé) vão ser dados a conhecer na Ásia ou América.

Ao mesmo tempo que o Festival Internacional de Poesia de Medellín nos oferece uma mesa com grandes poetas, Ras Takura, jamaicano, dá-nos a conhecer o festival Dis Poem Wordz & Agro Festival, num formato novo para nós: a poesia ao serviço da agricultura sustentável e dos bancos de sementes.
O Ronda Leiria Poetry Festival faz uma ronda pelo mundo e traz poetas europeus, dos PALOP, países mais presentes nos nossos festivais, mas também Colômbia, Equador, México, Guatemala e até Sérvia, Roménia, Filipinas, Turquia, Tunísia ou Quénia, pouco presentes nos nossos eventos literários.
Porque Leiria é uma cidade Criativa da Música UNESCO, a relação música / poesia não foi descurada: Ao longo dos 10 dias do festival, terminaremos cada dia com um concerto, como As Cancões Possíveis, de Manuel Freire (a partir de Os poemas possíveis, de José Saramago), Rita Redschoes, que musicou poemas de Francisco Lobo Rodrigues, ou Pinhal del Rei com um concerto assente no cancioneiro tradicional português e nas cantigas de D. Dinis, entre muitos outros.
Também assente na estratégia que leiria submeteu à UNESCO e que lhe valeu a designação de Cidade Criativa, este evento cria pontes com as outras áreas artísticas, como o teatro, com o espectáculo O Globo de Saramago – 1933, ou a pintura, com um diálogo entre Nuno Júdice e Isabel Pavão, ou a dança, com Fernando Duarte e Solange Melo a dançarem poesia, ou as media arte, com o projecto do Paulo Costa «Nas suas Casas os Homens»

Parcerias:
Em comum, as instituições que se associam a esta edição são reconhecidas nacional e internacionalmente por desempenharem acções educativas e culturais das mais fundamentais nos seus países de origem. Mobilizam grandes parceiros nos domínios público e privado e atraem milhares de pessoas nos seus centros físicos, plataformas e redes digitais. Reflectem o espírito do Ronda no que tem de mais contemporâneo e no desejo de se comunicar com o mundo.

Rede das Cidades Criativas UNESCO – música https://en.unesco.org/creative-cities/home
Fundação José Saramago https://www.josesaramago.org
Fundação Roberto Marinho – Brasil https://frm.org.br
Literariches Colloquium Berlim – Alemanha https://lcb.de
Words Without Borders – Estados Unidos https://www.wordswithoutborders.org
Museu da Língua Portuguesa – Brasil https://www.museudalinguaportuguesa.org.br
Revista Pessoa https://www.revistapessoa.com
Associação Cultural Mombak
Metropolis Blue https://metropolisbleu.org
Art Institute http://www.arteinstitute.org
Festival Internacional de Poesia de Medellín https://www.festivaldepoesiademedellin.org
Metropolis Bleu https://metropolisbleu.org
Centro Cultural Português, São Tomé https://saotome.embaixadaportugal.mne.gov.pt/pt/a-embaixada/centro-cultural-portugues
Ministério da Cultura Cabo Verde através da Direção Geral das Artes
Arte Institute, http://www.arteinstitute.org
IPOR – Instituto Português do Oriente https://ipor.mo
Fundação do Oriente – Delegação de Macau http://www.foriente.pt/62/macau.htm#.YC1kRi0qLOQ
RHI – https://www.rhi-think.com
World Poetry Movement https://www.wpm2011.org

Organização:
Câmara Municipal de Leiria, Leiria Cidade Criativa da Música UNESCO, Livraria Arquivo

Coordenação:
Celeste Afonso

Produção e curadoria:
Celeste Afonso, Mirna Queiroz, Ana Miranda, Xana Vieira e Paulo Costa

Comunicação:
Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Leiria, Luís Filipe Sarmento

 

 

 

 

Entre os poetas estão Tyehimba Jess, Bejan Matur, Lebo Mashile, Arthur Sze, Ana Luisa Amaral, Reginald Dwayne Betts, Tara Bergin (todos na foto acima),Will Harris, Jack Hirschman, Yoko Tawada, Ida Vitali, Nathalie Handal, Enrique S. Villasis, Miguel Cardoso, João Luís Barreto Guimarães, Matilde Campilho e Margarida Vale de Gato.

Do Brasil participam: Adriana Calcanhoto, Camila Pitanga, Marília Garcia, Rafael Zacca, Leonardo Tonus, Francesca Cricelli, Antonio Martinelli, Ricardo Aleixo e Valeska Torres, Caco Ciocler e Mel Lisboa. Augusto de Campos também estará presente com dois vídeos-poemas.

O Ronda é organizado pela Câmara municipal de Leiria e pela charmosa Livraria Arquivo, um dos principais pontos culturais da cidade. A direção artística é de Celeste Afonso, que também divide a curadoria com Mirna Queiroz, editora da revista Pessoa, Ana Miranda e Paulo Costa.

“Natália Correia dizia que se as crises não forem geradoras de grandes audácias mais vale chamar-lhes agonia! A partir de Leiria, o Ronda Leiria Poetry Festival ousou unir o mundo numa linguagem comum: a Poesia! Aparentemente babélico, este festival é espaço de entendimento, de linguagem universal, de encontros, de comoção – de Vida! Em contracorrente, numa época em que o universo se constrange, buscamos reencontrar o tom do desejo e da esperança, território onde renovamos a aventura no desmedido assombro do poema”,  explica Celeste Afonso.

Além dos poetas, a Organização também traz para o festival insituições internacionais que, num acordo de difusão da programação, ampliarão o alcance do público do Ronda, como Unesco, Museu da Língua Portuguesa, Fundação Roberto Marinho, Words Without Borders, Literarische Colloquium Berlin e Instituto Francês.

“Apenas o Museu da Língua Portuguesa e a Words Without Borders juntos, alcançam 2 milhões de pessoas por ano com suas atividades. O Ronda certamente chegará a boa parte dessas pessoas”, contabiliza Celeste.

A produtora baseada em Nova Iorque com larga experiência na produção de eventos internacionais, Ana Miranda, estima que o Festival projetará não apenas Leiria, mas Portugal no mundo. “Entre os participantes há quem tenha sido distinguido com o Pulitzer, o T.S. Elliot, o Seamus Heaney First Collection Prize, American Book Award ou o National Book Award”, ilustra.

“A curadoria buscou os poetas mais relevantes nos seus países de origem, com reconhecimento internacional. O resultado é uma programação polifônica, que tenta captar as vozes de vários cantos do mundo, vozes que cantam, gritam às vezes gemem”, afirma Celeste.

“São poetas do seu tempo, alguns mais dedicados ao exercício da linguagem poética, outros, sem fazer concessão dos recursos formais, estão mais voltados para o manejo da palavra como instrumento de combate, de interpretação da realidade, explica Mirna. “E é bonito testemunhar como esses poetas estão observando o mundo, seja o objeto diminuto ou as grandes questões da contemporaneidade. É um festival que não rejeita nada, não rejeita o cânone, não rejeita a arte que vem dos centros hegemônicos, mas vai além de tudo isso, alarga-se, atravessa as bordas, procura dialogar. Resumindo, eu diria que é um evento muito importante, não se trata apenas de uma festa da poesia, o que não é pouco. O Ronda vai na contramão de uma narrativa em voga que tenta excluir o outro. O que propomos é justamente o contrário: juntar-se ao outro”, finaliza.

 

História

O festival é uma iniciativa de Paulo Costa. O médico e poeta de Leiria encontrou apoio da Livraria Arquivo e da Câmara municipal para a realização da primeira edição do Ronda Poética, em 2015. O evento cresceu e firmou-se como a primeira grande Festa da Poesia no país.

“O verbo rondar assumiu entre os participantes deste evento um profundo sentido de encontro, voragem e comoção, em que o verso e o poema foram sólidos aglutinadores. Desde então o festival tem se tornado cada vez mais relevante no panorama nacional. Ganha agora, pela primeira vez, uma dimensão internacional, inscrevendo-se no mapa dos grandes festivais de poesia do mundo”, explica Paulo Costa.

 

O Homenageado desta edição

Em 2021, assinalam-se os 400 anos da morte do poeta Francisco Rodrigues Lobo, o cantor de Lis. Lobo é apontado como um dos mais importantes discípulos de Camões. Segundo estudiosos, o barroco português deve-lhe muito, provavelmente a própria origem. Sua obra tem a marca da influência de Luis de Góngora y Lopes, o “poeta metafísico” da literatura barroca do século de ouro.

 

 Leiria

Situada no centro de Portugal, Leiria foi distinguida pela Unesco como Cidade Criativa da Música, integrando uma Rede mundial com mais de 260 cidades nas áreas da Música, Literatura, Design, Media Art, Craft, Gastronomia e Cinema.

“Aqui têm crescido músicos, bailarinos, escritores e artistas de referência internacional. Aqui se iniciaram os projectos mais emblemáticos na relação da Música com a dignidade humana: Ópera na Prisão ou Aqui Contigo. Com um património natural, material e arquitectónico invejável, a cidade soube inovar para recriar o espaço público”, afirma Anabela Graça, a vereadora da Cultura, grande impulsionadora da iniciativa.

 

Ronda Leiria Poetry Festival poderá ser assistido pelo seu site e canais nas redes sociais.

 


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