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RUBEN PORTINHA VENCE PRÉMIO JOSÉ AFONSO

Written by on Maio 4, 2021

Com “Obra rara”, para Melhor Canção Original no Festival Cantar Abril 2021.

“Obra rara”, de Ruben Portinha, foi eleita pelo júri como a melhor canção original a concurso no Festival Cantar Abril 2021. A final decorreu a 30 de Abril, no Auditório Lopes Graça do Fórum Romeu Correia, em Almada, Portugal.

O artista recebeu das mãos do cantautor João Afonso (sobrinho de Zeca Afonso), o galardão batizado com o nome do histórico cantor da resistência antifascista e um dos “maiores ícones” da cultura portuguesa.

Com letra e música de Ruben Portinha, “Obra rara” é uma canção que nos relembra que a conquista da liberdade não terminou no dia 25 de Abril de 1974, mas sim, um processo contínuo, sem fim, com o qual se deve aprender e “pugnar” todos os dias.

“É uma honra enorme, e também uma grande responsabilidade, receber este prémio, ao qual, foi dado o nome de José Afonso, a quem tanto devemos, enquanto povo e a quem tanto devo pelo tudo que me ensinou neste ofício de fazer música. Igualmente bom, é saber que o nosso trabalho é reconhecido, sinal de que muito provavelmente, estamos no caminho certo. Valeu, vale e valerá tudo a pena” – refere o músico, em comunicado.

De salientar que em palco, para além do intérprete e guitarrista, estiveram João Coelho na Bateria, Ricardo Duarte no baixo, Nuno Oliveira na guitarra, Inês Trevo, Marta Fernandes e Pedro Vicente nas vozes.

O Festival Cantar Abril 2021, apresentado por Armando Carvalheda, contou com duas categorias a concurso, designadamente Recreação de Canções da Resistência (versões) e Criação de Canções da Liberdade (inéditos).

Em cada categoria, chegaram à final cinco temas. Para além da participação com o original “Obra rara”, Ruben Portinha esteve também presente na final da categoria de versões, com uma interpretação em voz e guitarra elétrica de “Madrugada”, composta por José Luís Tinoco e interpretada por Duarte Mendes, a canção que representou Portugal no Festival da Eurovisão de 1975. Nas meias-finais, o artista concorreu ainda com uma versão de “Paz, poeta e pombas”, um tema que integrou o álbum “Venham Mais Cinco” de Zeca Afonso, lançado em 1973.

“Obra rara”, de Ruben Portinha vai estar disponível no dia 21 de Maio em todas as plataformas digitais através da Farol Música. Depois de mais este desafio, Ruben Portinha prepara agora o regresso aos palcos para, finalmente, poder apresentar ao vivo o álbum “Tinha de Arriscar”.

Editado e lançado em Outubro de 2020, o disco, que conta com o selo de qualidade da Antena 1, é composto por 12 temas que derivam entre a pop, o rock e o funk (com um piscar de olho ao jazz), onde a língua portuguesa é o denominador comum. “O álbum conta ainda com as participações vocais de Andreia Baleiras, Inês Trevo, Marília Lopes e Pedro Vicente”, lê-se.

Prémio José Afonso para Melhor Canção Original no Festival Cantar Abril 2021). Letra e música: Ruben Portinha Voz e guitarra: Ruben Portinha Baixo: Ricardo Duarte Bateria: João Coelho Guitarra: Nuno Oliveira Vozes: Inês Trevo, Marta Fernandes, Pedro Vicente Um agradecimento especial à Câmara Municipal de Almada pela cedência das imagens.

Letra: Esta obra rara Frágil, bela e cara É pra ser tratada com respeito Se não cuidas do que é nosso Nada feito. Esta rota imensa Mais do que se pensa É a rota certa Vai em frente e segue sempre em linha reta Meta a meta. E Só quando perceberes que está sempre em construção E só quando entenderes que não é moda de verão Vais honrar o valor e a força da razão. Não foi só num dia Quando amanhecia Que se fez a luta Foram anos e são anos de trabalho De labuta. Não é só na farda Ou pendurá-la no cano da espingarda Guarda a flor na alma e na mente E não te esqueças de regá-la É urgente. E Só quando perceberes que está sempre em construção E só quando entenderes que não é moda de verão Vais honrar o valor e a força da razão. Fica sempre alerta Não a dês por certa Não caias no lodo e na descrença Ou ainda te entram pela vida Sem licença… E Só quando perceberes que está sempre em construção E só quando entenderes que não é moda de verão Vais honrar o valor e a força… E Só quando perceberes que está sempre em construção E só quando entenderes que não é moda de verão Vais honrar o valor e a força da razão.

(via: asemana.publ)


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