"SEM FLORES NEM COROAS" DE ORLANDO COSTA SÃO LUIS TEATRO MUNICIPAL
Escrito por Jorge Gaspar em Janeiro 9, 2020
ENCENAÇÃO FERNANDA LAPA
10 A 19 JANEIRO

| A Escola de Mulheres apresenta em ESTREIA SEM FLORES NEM COROAS Enquanto as tropas da União Indiana, em 1961, se preparam para invadir a chamada “Índia Portuguesa”, uma família brâmane e católica de Goa confronta-se com os seus fantasmas e medos. Orlando da Costa cria um microclima dramático, onde as personagens crescem para atingir a dimensão extrema das suas forças, fazendo-o elevar à atmosfera da universalidade. Atmosfera quase irrespirável por via dos confrontos e debates das personagens, em que o amor, o ódio, os compromissos, a coragem e as fraquezas explodem face ao inevitável. A invasão de Goa, Damão e Diu que durou apenas 36 horas, nunca, antes ou depois desta obra, foi abordada nos palcos portugueses. Ela marca o início do fim do Império Português. Escrita em 1967 e publicada em 1971, durante a vigência da “Comissão de Censura”, esta obra nunca foi representada. Foi traduzida em inglês e lançada na Índia em Janeiro de 2017, com a presença do filho do Autor, o Primeiro Ministro António Costa. O Autor e a Peça – Poeta e dramaturgo injustamente esquecido, Orlando da Costa, filho de uma família Goesa, é autor de uma trilogia sobre Goa – O Signo da Ira (1961), O Último Olhar de Manú Miranda (2000) e este raro texto teatral sobre a Invasão da Índia em 1961 pela União Indiana. Foi o princípio do fim do Império Colonial Português. Consideramos um dever, não só pela amizade que unia Autor e Encenadora como pela importância do tema e a qualidade da escrita, apresentar ao público português esta obra inédita, património e memória da nossa Identidade Cultural e Política. © Margarida DiasFICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA texto Orlando da Costa | dramaturgia e encenação Fernanda Lapa | espaço cénico e figurinos António Lagarto | assistência de encenação e movimento Marta Lapa | desenho de luz Paulo Santos | fotografia Margarida Dias | piano Nuno Vieira de Almeida – “Poemas em prosa” – Fernando Lopes-Graça | gravação piano José Fortes | coro infantil Carolina Amaral e Mónica Lapa Leão | mestra de guarda-roupa Aldina Jesus | assistência de espaço cénico e figurinos Jesús Manuel | direção de produção Ruy Malheiro | Coprodução Escola de Mulheres e São Luiz Teatro Municipal interpretação João Grosso (ator gentilmente cedido pelo TNDM II), Margarida Marinho, Carolina Amaral, Pedro Russo, Elsa Galvão e Rita Paixão coro Afonso Abreu, Carlota Crespo, Joana Silva, Juliana Campos, Martina Costa, Nelson Reis, Pedro Monteiro, Tiago Becker e Vítor de Almeida Apoios: Câmara Municipal de Lisboa | Teatro Nacional D. Maria II | Fundação Oriente Agradecimentos: Dr. António Costa |Dr. Ricardo Costa | Teatro Nacional de São Carlos | Teatro Nacional São João | Casa de Goa | Nuno Vieira de Almeida | Escola Superior de Música | Virgínia Brás Gomes | Heromina de Freitas Teixeira | Sebastião Lapa Leão 68ª produção Escola de Mulheres Estreia e temporada Lisboa: 10 a 19 de janeiro 2020 Sala Luís Miguel Cintra – São Luiz Teatro Municipal Classificação etária M/14© Margarida DiasSEM FLORES NEM COROAS Sala Luís Miguel Cintra São Luiz Teatro Municipal 10 a 19 de Janeiro 2020 quarta, sexta e sábado, 21h00; quinta, 20h00; domingo, 17h30 Acessibilidade Sessão com Língua Gestual e Audiodescrição 19 Jan. 17h30 Conversa com os artistas após o espetáculo 19 janeiro, domingo |
São Luiz Teatro Municipal
R. António Maria Cardoso, 38
1200-027 Lisboa
