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“TWEETS COM CORAÇÃO” RUBRICA SEMANAL DE MÁRIO MÁXIMO

Escrito por em Dezembro 2, 2020

FERNANDO ANTÓNIO NOGUEIRA PESSOA

A 30 de novembro de 1935 falecia Fernando António Nogueira Pessoa que nascera a
13 de junho de 1888. Ficou universalmente conhecido por Fernando Pessoa.
Viveu uma vida estranha e complexa. Viajou até Durban, na África do Sul,
acompanhando sua mãe para esta se entregar ao seu segundo marido, com quem
casara por procuração. Pessoa regressou sozinho da África do Sul, em 1905, e trazia na
bagagem um prémio de excelência de língua inglesa, o Prémio Rainha Victoria. Apesar
de viajar fisicamente sozinho para Lisboa já se fazia acompanhar por personalidades
que tomavam a sua obra prematura: Charles Robert Anon, Alexander Search, entre
outros…
Depois, iniciou a tremenda saga criativa que o levaria a tornar-se um escritor
reconhecido universalmente. Sem dúvida o mais relevante escritor de língua
portuguesa do séc. XX e um dos mais relevantes escritores universais do mesmo
século.
Oitenta e cinco anos depois da sua morte – 30 de novembro de 1935 – calhou a que eu
passasse os olhos por um livro de Kahlil Gibran, ilustre poeta do país dos cedros, o
Líbano, onde fixei uma frase: “Vós credes no que voz dizem. Acreditem, sim, no que
não vos é dito, pois o silêncio das pessoas está mais próximo da verdade do que as
palavras”. Kahlil Gibran citava Zaqueu, coletor de impostos, falando de Jesus.
Pois eu vos digo que a obra de Fernando Pessoa é aquela que ficou escrita (La Palisse
não diria melhor). Mas há uma outra obra pessoana: a que debruou de silêncio cada
uma das suas palavras.
Por aqui eu vos deixo (e agora estou a parafrasear o título do livro de António Aleixo:
“Este Livro Que Vos deixo”) uma dose completa para uma ementa de reflexões
essenciais: “Quantas obras Fernando pessoa nos deixou?”.


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